31 dezembro 2009

Último post de 2009...

Já comecei a escrever esse post três vezes. Nenhuma bem sucedida, pois bem.

É difícil pra mim pensar em algo significativo para escrever nesse dia que para mim é significativo. Tudo bem, é apenas mais um ano que chega ao final, é apenas mais uma convenção humana para tentar capturar o tempo. É apenas o tempo que vai passando.

Mas mesmo assim os finais de ano sempre me deram a sensação de que eu poderia começar de novo. De que eu poderia deixar para trás tudo aquilo que foi ruim no ano que passou, que eu poderia aprender com os erros que cometi e que poderia ser uma pessoa melhor, que poderia sonhar tudo de novo e conseguir o que não consegui no ano passado.

Mas hoje, nesse dia que está sendo tão depressivo para mim, não me parece haver tanta esperança assim. Eu, que sou uma otimista convicta, me deixei abater. E nem sei direito pelo o quê.

Talvez o meu aprendizado desse fim de ano - e de um ano miserável - seja apenas a ter paciência. Aprender a esperar. Aprender a Respeitar o tempo que não é igual ao meu. Estou pensando inclusive em fazer algum exercício de meditação ou respiração - qualquer coisa na verdade - para toda vez que a agonia e ansiedade se abaterem sobre mim.

Talvez essa seja uma boa resolução de ano novo, afinal.

E quem sabe assim a solidão dessa noite não se mostre tão grande...



Kisses e até 2010.


A.



Take It All Away

Cake

You keep pushing me away
In spite of what you say
I found out yesterday
That I've been wasting all my time
Trying to make you smile
Trying to make this seem worth...
While you've been pushing me around
In spite of what I do
Trying to make things good for...
You take your economy car and your suitcase
Take your psycho little dogs
Take it all away
You've been racing through my mind
You're picking up in speed
You're driving recklessly
It's like a car crash happening on my street
Broken bodies at my feet
And sirens on the way
They're too late
'Cause nobody's going to save us
We're a rubbernecker's dream
We're burning gasoline
Go take your economy car and your suitcase
Take your psycho little dogs
Take it all away
And go
Go ahead and destroy this
Better come with an army
Are you feeling feeling okay baby?
Na-na-na-na-na-na
Take your economy car and your suitcase
Take your psycho little dogs
Take it all away

14 dezembro 2009

Saudade

Falar sobre saudade é sempre querer ser brega e/ou piegas.

Mas eu sempre achei sensacional o fato de termos, nós da língua portuguesa, uma palavra própria para designar esse sentimento. No francês dizemos "tu me manque"(vc me faz falta) e no inglês "I miss you"(sinto a sua falta). Mas ter um substantivo próprio para isso, que eu saiba, apenas no português mesmo.

E é difícil descrever o tal do sentimento. Porque em alguns momentos parece que é uma tristeza, mas ainda assim não o é. Em outros, dá uma dor, uma pontada no coração, ainda mais se o objeto da saudade não poderá ser revisto. Mas ao mesmo tempo e juntamente com a tristeza e a dor existe a lembrança - às vezes palpável - dos momentos passados com o indivíduo. Existe a alegria de ter havido esses momentos, e de se ter a memória para nos dar de presente essas lembranças.

Ainda, há a ansiedade do reencontro. Aquela que beira a loucura, quando o tempo não passa, quando tudo parece acontecer para que o momento nunca chegue. Mas em várias ocasiões ele chega.

E quando o momento de revisitar esse espaço tão único dos dois seres saudosistas chega, é como se zerasse o sentimento de saudade. Para termos um espaço vazio, que será preenchido por novas lembranças, que serão acessadas no segundo seguinte à separação.

De novo. E de novo. Sem que haja um fim concreto ou visível.



Kisses,


A.

09 dezembro 2009

Inspiração




Tem vários dias que não apareço por aqui.

Andei ocupada, é bem verdade, e agora estou entre um trabalho e outro, pauseando...

E fiquei inspirada para digitar, falar com a tela, ou o que quer que isso seja.

Inspiração é uma coisa intrigante. Sempre que me sinto inspirada, a qualquer coisa, eu me sinto alegre, animada, otimista, e mais: com uma vontade enorme de expressar de alguma forma aquilo que me vai na alma. Será que a inspiração é a alma mandando recado?

Enfim. Eu e minhas perguntas complexas e retóricas. Rs

Ando me sentindo inspirada na vida. Pela vida. E para a vida.


Kisses,


A.




[não encontrei o autor da imagem]

01 dezembro 2009

Adorei!

Algumas vezes só uma música pra falar por mim!


http://www.youtube.com/watch?v=yF_hghZ37tE


(o youtube não tá incorporando... acho que deu problema no terreiro!)



Kisses,

A.

24 novembro 2009

Coming back!





Houve muito até agora. Muito não dito, é correto.

Não passei no mestrado, e fiquei na verdade bastante decepcionada, mas não triste como pensei que ficaria se isso acontecesse.

Consegui um trampo muito bom e com tudo para me levar onde eu pretendo chegar. Sim, fotografia. Não da maneira "certeira" que eu pensei um dia encontrar, mas da maneira torta que é do feitio do universo conceder.

Cortei o cabelo.

Dispensei umas pessoas da vida. Encontrei outras inimagináveis e que me surpreenderam bastante.

Me sinto mais tranquila e feliz.

Como se tudo estivesse, enfim, encontrando seu lugar.


Kisses,

A.


[não encontrei nome do autor da imagem]

23 outubro 2009

UFA!!!!

Pronto.

Projeto de mestrado (e toda a papelada) entregues.

Agora é esperar uma semana para saber se passei pra etapa seguinte.


Beijocas

A.

15 outubro 2009

Artes

Sou artista plástica. E fotógrafa. Pelo menos é o que dizem o meu diploma de bacharel em Artes Plásticas e o meu site.

Mas eu me sinto uma artista?!?!?

Às vezes sim. E é um sentimento maravilhoso, de plenitude, de certeza, de gratidão. Mas em outros momentos fico simplesmente confusa. As obrigações do dia a dia me fazem esquecer do meu foco, do meu objetivo, do que preciso fazer para ganhar dinheiro fazendo aquilo que gosto. Era só isso que eu queria: fazer o que gosto. Mas aí eu tenho me perguntado justamente:

DO QUE EU GOSTO!??!?!

Não sinto que tenho cabeça pra mais nada agora, nem relacionamento, nem problemas alheios, nada. Eu apenas tenho que conseguir chegar no fundo de mim mesma, encontrar comigo e conversar, descobrir qual é o meu próximo passo.

Amém.



Beijos


A.

09 outubro 2009

"Pedras no caminho?
Guardo todas.
Um dia vou construir um castelo..."

Fernando Pessoa


Kisses

A.

08 outubro 2009

O que eu faço para me aquietar?

Foi a pergunta feita pela colega blogueira (e bailarina)...

No momento atual da minha vida é até um pouco difícil pensar nisso... simplesmente porque não existe um momento quieto (não, nem dormindo, onde os sonhos são inquietos e perturbados).

Ficar com a minha filha muitas vezes me ajuda. Fico olhando para ela, essa mini pessoa, tão feliz e tão deslumbrada com o mundo, vivendo o agora, o presente, como se não houvesse amanhã. Sim, isso me traz paz no coração.

Respirar fundo e ter a certeza de que tenho que ir um passo de cada vez também me faz ansiar menos.

Agora, acho que o principal é ter fé. Fé de que tudo vai dar certo, de que as minhas escolhas são as certa para mim, fé na vida, fé na minha filha, fé de que o amor está aqui dentro, e que o que falta para que eu chegue aonde quero é apenas seguir um dia de cada vez, assumindo a minha vida, olhando para ela, e mudando-a.


Amém.


A.

26 agosto 2009

...

Estranho Jeito de Amar

Composição: Tatiana Parra/Junior Lima/Otávio de Moraes


Quanta bobagem
Tudo o que se falou
Me olho no espelho
E já nem sei mais quem sou

Quanto talento
Pra discutir em vão
Será tão frágil
Nossa ligação

Não tem que ser assim
Tanto desencontro, mágoa e dor
Pra que que a gente tem que
Se arriscar

Então volta pra mim
Deixa o tempo curar
Esse estranho jeito de amar

Falsas promessas
Erros tão banais
Mas ninguém cede
Nem pensa em voltar atrás

Não tem que ser assim
Tanto desencontro, mágoa e dor
Pra que que a gente tem que
Se arriscar

Então volta pra mim
Deixa o tempo curar
Esse estranho jeito de amar

Esquece esse jogo
Não há vencedor
O mesmo roteiro
De sempre cansou

Vou te amando
E me frustrando
E sobrevivendo
Por um fio

Mas tô aqui
Sem desistir
Volta pra mim

Não tem que ser assim
Tanto desencontro, mágoa e dor
Pra que que a gente tem que
Se arriscar

Então volta pra mim
Deixa o tempo curar
Esse estranho jeito de amar

Não tem que ser assim
Tanto desencontro, mágoa e dor
Se é bem melhor
A gente se entregar

Então volta pra mim
Deixa o tempo curar
Esse estranho jeito de amar

25 agosto 2009

É hora!



O tempo passa. E não espera.

E se você não faz nada, ele continua passando, e perde-se.

Acho que é hora de fazer acontecer... To cansada dessa dificuldade latente que me prende no lugar, que me trava e me faz ficar parada. Preciso superá-la, e fazer acontecer, tomar uma atitude, mesmo que seja pouco a pouco.

Não sei de onde virá a força pra isso acontecer, mas tem que vir. Não posso mais ficar vendo a vida passar, ficar esperando as coisas caírem dos céus, ficar achando que vou ter sorte em conhecer a pessoa certa no momento certo.

Preciso ir à luta, e fazer eu mesma a minha sorte.

Oxalá, Deus me ajude!

Beijos

A.

07 agosto 2009

Gavetas

Gavetas... ainda não arrumei as minhas.

E fiquei pensando nisso de gavetas... sempre pensei na minha memória - e mesmo meu cérebro - com um grande armário cheio de gavetinhas. Na verdade, acho que sempre quis que fossem assim...
Seria fácil abrir uma gaveta e fechar a outra, sem que elas necessariamente estivessem abertas ao mesmo tempo. Seria fácil se as emoções estivessem todas separadinhas... e não essa confusão!

Eu queria era poder ser capaz de deixar pra lá... De não me importar com o que as pessoas fazem ou deixam de fazer. De não me importar quando deixam de falar comigo sem motivo nem me dizer porquê; de não me importar se me julgam por um erro já cometido e já perdoado, mas que parece vai ser sempre um fantasma...

Eu queria era poder desaparecer dentro das minhas gavetinhas... e ficar lá até tudo fazer mais sentido. A vida, o amor, o trabalho... tudo!

A.

22 julho 2009

Armários



Ontem limpei meu armário. Limpei, tirei metade das roupas, separei em sacolas "dar" e "levar ao brechó".

Foi tão boa a sensação ao final da arrumação que eu fiquei pensando no nosso armário interior.

Meu armário de roupas é pequeno, e ele estava simplesmente abarrotado de roupas. Nem adiantava mais passá-las, pois ao entrar no armários elas inevitavelmente amassavam. O que fiz foi tirar tudo aquilo que não uso ou não quero. Mesmo que houvessem peças quase novas. Mesmo que eu guardasse esperando aquela situação que nunca aconteceu para usá-las. Mesmo que tivesse sido um presente e eu pensasse que um dia usaria para agradar quem me deu... Só fiquei com aquilo que uso MESMO, e o resultado foi um armário fresco, leve, arrumado.

Descobri que tenho muitos vestidos lindo, e que de fato amo meus casacos. Dei calças jeans que ainda me cabiam, mas que eram minhas desde os meus 15 anos. Algumas coisas realmente passaram da época, e perceber isso acho que foi admitir amadurecimento. Pois sim, eu sou nova e todo esse papo de que tenho a vida pela frente, mas eu não sou mais uma adolescente. E ainda por cima sou mãe.

Além das roupas, arrumei os sapatos (que ficam no mesmo armário). Alguns queridos, mas acabados. Outros meio destruídos, mas que ainda podiam ser usados: sacola de consertos. E outros que não me interessavam mais: sacolas doação/brechó.

Nunca arrumar um armário foi tão significativo. Acho que quero fazer o mesmo com meu armário interior: me livrar de tudo aquilo que não serve mais, seja pelo motivo que for.

Agora falta arrumar as gavetas... rsrsrs!

Beijos

A.

20 julho 2009

Vídeos

Uns vídeos lindo e bacanas e legais e tudo de bom! Rsrsrsrs




Esse é mega fofo, a nova animação da Pixar: Partly Clouded

Esse é um vídeo maravilhoso, em stop motion! Simplesmente lindo e sensacional: The Pen Story!

Tem esse também, que é muito bacana! Mais um stop motion!





Aguardo seus comentários!!!

Beijos

A.

07 julho 2009

E agora José?!?!?!

" A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José ?
e agora, você ?"
(Carlos Drummond de Andrade)


Pois é... e agora?
Último dia no job... não faço idéia do que vai ser da vida! Pelo menos até depois do dia 31 de julho...

Será que consigo arrumar tudo?!?!?!

Beijos

A.

02 julho 2009

Sol depois da tempestade?!


Estou numa fase de transição importante.


Sim, disso eu sei. O problema é lidar com tudo o que essa fase implica.


Tenho momentos de euforia por estar mudando e por estar chegando aonde tanto eu quis chegar. Mas também tenho momentos de tristeza e depressão, onde parece que eu simplesmente não vou conseguir fazer tudo, onde eu não acredito na minha capacidade. E há momentos em que as coisas ficam tranquilas e eu consigo respirar, consigo vislumbrar onde vou chegar e que é apenas uma questão de tempo para as coisas acontecerem.


O problema é aguentar tanta oscilação! Os momentos deprês são bem complicados, e a falta de fé em mim mesma parece que me tira as forças.


Bem, vamos aproveitar a fase da tranquilidade... quem sabe quanto tempo ela vai durar?!?!


Beijos


A.

29 junho 2009



"A esperança é a coisa com penas
Que na alma se empoleira
E canta uma cantiga sem palavras
E nunca pára - a vida inteira.

E mais doce - na Tormenta - a ouvimos
E precisava o vento ser sandeu
Para afligir a Avezinha
Que a tantos aqueceu

Ouvi-a na mais fria terra
E no mais estranho mar
Mas nem no Cabo mais Extreme
Me veio uma côdea esmolar"

(Emily Dickinson)


A.

Neblina


Hoje, indo para o trabalho, passei por dentro de uma neblina muito densa (para os padrões brasilienses)... eu só via uns 100m na minha frente...

E fiquei pensando nisso. Em como na vida é um pouco assim, a gente só consegue enxergar um pouco à nossa frente. Sim, porque o futuro é bem flexível, e não acontece sempre do jeito que queremos ou imaginamos.

Me sinto um pouco amarga e descrente, e simplesmente odeio me sentir assim. O problema de me sentir assim é que nesses momentos eu não consigo ir em frente, não consigo dispôr da energia para ir atrás de tudo aquilo que eu quero. Parece que a coisa toda trava...

Enfim.

Espero que passe logo.
Como a neblina, que a essa hora já foi dissipada pelo sol...


A.

22 junho 2009



Às vezes eu fico impressionada com as pessoas. In a bad way...

Nunca sofri um chá de cadeira, stand by ou o nome que você quiser, tão grande!!! E eu não consigo entender qual o problema das pessoas em decidir, qual o grande dilema para deixar um funcionário aguardando tanto tempo sem nenhuma resposta.

Mas está sendo bom... tenho pensado na vida e tomado algumas decisões. Sim, sem medo.

;-)

Beijos

A.

17 junho 2009

Ficar ou correr...



Desculpem o sumiço...

A vida anda meio louca... tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo! E tantas mudanças! E eu aqui, nesse meio de campo, tentando colocar a cabeça no lugar... se é que ela tem lugar!

Me sinto no meio de um turbilhão de mudanças! Como se eu estivesse em um momento crucial da minha vida, onde é mudar ou morrer... sinto que eu só posso ir pra um lugar: pra frente. Não dá pra ficar parada, nem pra simplesmente não mudar.

O pior disso tudo é o medo. Sim, um medo de lascar!!! Um medo de sair do meu lugar tão conhecido e confortável... um medo de me arriscar e perder... um medo de ter que voltar com o rabo entre as pernas simplesmente porque não aconteceu o que eu esperava que fosse acontecer. Ao mesmo tempo, tenho uma certeza interna de que a partir do momento que eu seguir meu coração, minha vocação, aquilo que realmente nasci pra fazer, o Universo simplesmente fará a coisa acontecer.

Enfim... é esse o meu dilema: ficar ou correr.

Como se eu tivesse opção de ficar... ;-)

Beijos

A.

27 maio 2009

Chá de sumiço



Pois é, tomei chá de sumiço...


Tem momentos em que simplesmente não dá para sentar e escrever. Ou o tempo é escasso, ou a vontade é escassa. No meu caso, foram as duas opções!


Mas agora sinto que as coisas estão ajeitando-se nos seus lugares. É incrível como as coisas realmente acontecem quando estamos no caminho certo, no caminho que é só nosso (ou compartilhado com outras pessoas, nos cruzamentos da vida), e que parece certo, simplesmente certo.
Quero estar aberta para todas as possibilidades que venham a surgir. Não quero mais as amarras, as programações, os padrões antigos e da infância, aqueles que me fazem agir como sempre ajo, que fazem com que os problemas se repitam, sempre da mesma forma... Quero a liberdade de poder amar e viver como quero e devo, segundo a minha essência, segundo aquilo que eu trago em todas as minhas consciências e corpos.
Amém!
Beijos
A.

29 abril 2009

Liberdade?!?!?!?


Às vezes eu fico um pouco confusa com o conceito de liberdade.

Sim, ela existe. Mas quando? Onde?

Porque, pensa bem, desde pequenos somos moldados àquilo que devemos ser, podemos ser, temos que ser... e quando adultos, ficamos (pelo menos eu fico) batendo cabeça em parede, tentando se desvencilhar de tudo isso, tentando quebrar os padrões, tentando se permitir fazer as coisas, sentir as coisas, viver as coisas.

Em alguns momentos é como se eu nunca fosse conseguir chegar lá onde eu quero: em mim mesma. É uma busca sem fim... uma cebola ENORME sendo descascada, camada por camada... Mas talvez - por outro lado - não seja tão importante assim o ato final de chegar, mas esse imenso caminho a ser percorrido.

Bem, pelo menos eu sei que comecei cedo... e espero chegar antes do que imagino!!!


Alguém quer vir comigo?!?!!


Beijocas


A.

27 abril 2009

Morte e Vida - Severina!?!??!



Esse final de semana tive que ir ao enterro da minha tia avó.
Ela era bem velhinha já - 90 anos - e infelizmente sofreu um acidente na escada de casa.
Mas ela era lúcida, muito lúcida, mais até do que muita gente com 20 e poucos anos que eu conheço. Era uma pessoa de fé, muita fé, e acho que por isso foi em paz.

Fico pensando nisso, nesse tempo todo de vida. Minha família tem tendência a viver bastante. Será que eu também viverei??? Eu queria duas coisas: viver apenas até onde eu puder ficar lúcida e morrer dormindo, cercada pela minha família - filhos, netos, bisnetos...

As pessoas em geral têm medo da morte. Eu não sei se eu tenho, mas acredito que não. Acho tão natural morrer... podem até me chamar de louca ou insensível, mas é assim: a gente morre, mais cedo ou mais tarde. Morrer deve ser até muito bom, para ser sincera.

Ruim, é para quem fica...


Beijos


A.

16 abril 2009

CANSEIIIII!!!


Só vou gostar de quem gosta de mim
(Caetano Veloso)

De hoje em diante vou modificar
O meu modo de vida
Naquele instante que você partiu
Destruiu nosso amor
Agora não vou mais chorar
Cansei de esperar, de esperar enfim
E pra começar eu só vou gostar
De quem gosta de mim

Não quero com isso dizer que o amor
Não é bom sentimento
A vida é tão bela quando a gente ama
Tem um amor
Por isso é que eu vou mudar
Não quero ficar
Chorando até o fim
E pra não chorar
Eu só vou gostar de quem gosta de mim

Não vai ser fácil, eu bem sei
Eu já procurei, não encontrei meu bem
A vida é assim, eu falo por mim
Pois eu vivo sem ninguém



É isso... cansei...
Hora de virar a página... em absolutamente TODOS os sentidos!


A.

09 abril 2009

Crenças

Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada.

Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece
carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.

Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas
pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.

Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.

Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.

Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são
alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.

Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente.
Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito
apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por
alguém"

John Lennon



Isso diz tudo... o que importa é desacreditarmos em cada coisinha dessa que foi imposta sem nem nos dar opção de apenas SER... ser diferente!!!

Kisses,

A.

06 abril 2009



Ritmo da Chuva

Pato Fu

"Olho para a chuva que não quer cessar
nela vejo o meu amor
esta chuva ingrata que não vai parar
pra aliviar a minha dor.
Eu sei que o meu amor pra muito longe foi,
numa chuva que caiu.
Oh gente por favor pra ela vá contar
que o meu coração se partiu.

Chuva traga o meu benzinho,
pois preciso de carinho
Diga a ela pra não me deixar triste assim.

O ritmo dos pingos ao cair no chão
só me deixa relembrar
Tomará que eu não fique a esperar em vão
por ela que me faz chorar.

Chuva traga o meu benzinho,
pois preciso de carinho
Diga a ela pra não me deixar triste assim.

Oh chuva traga o meu amor!"




A little bit of drama não faz mal a ninguém... pelo menos quando é só um tiquinho!!!



A.

02 abril 2009

Contemporâneas

Olá amigos!

Criei um novo blog, exclusivamente para falar de arte (em geral).

Dêem uma olhada, sugestões e opiniões!

Beijos a todos,

A.

link: http://artes-contemporaneas.blogspot.com/

30 março 2009

Tic Tac...


Sonhos de Einstein
Upload feito originalmente por Amanda Ourofino
Às vezes o pacato, o careta e o sossegado têm o seu lugar.

Sim.

A vontade de simplesmente estar e fazer coisas corriqueiras, comuns, que acontecem todos os dias, mas com consciência do que está acontecendo.

Pois a grande diferença é justamente essa: consciência.

Fazemos quase tudo no automático. Tomar banho, por exemplo. Eu tenho um ritual: começo lavando o cabelo com xampu, depois o condicionador, aí enquanto o condicionador age, lavo o corpo e o rosto. Um belo dia, me ensaboei primeiro e depois lavei os cabelos. O problema é que só me dei conta de que tinha começado "errado" quando estava lavando o cabelo.

Nossa, que coisa mais triste fazer tudo no automático! Acho que viver no presente, no agora - aquilo que todos os livros de auto-ajuda e filosofias budistas falam - resume-se basicamente a isso: fazer as coisas com consciência de que estou fazendo-as.

Por isso, mesmo que tomar banho seja sempre tomar banho, ou almoçar seja sempre almoçar, que seja com consciência de que estou fazendo isso, sem ficar planejando os minutos seguintes, sem ficar lamentando os minutos passados.

Mas vivendo o agora.

Porque o que passou, passou; e o que virá ainda não veio...


A.

28 março 2009

Seguindo

Sinto-me em casa. Sim, acho que cheguei.
Um contato maior e mais profundo comigo mesma, uma percepção maior e melhor daquilo que me vai na alma.
Ainda me encontro confusa com relação a alguns "comos" e "porquês", mas essencialmente eu sei exatamente o que eu quero.
A direção é linear? Não, acho que é fluida. Espero que o universo me ajude, pois não tenho muita idéia de como vou chegar lá. Só sei que vou. E ponto.

Foi difícil decidir isso. Algo negado e subjulgado há tanto tempo - uma vida inteira - sem que tivesse nenhum brecha para sair, para ganhar espaço e simplesmente acontecer.
Cheguei ao limite de sentir que, se não deixasse me levar pelo que vai na alma, simplesmente morreria por dentro. E viver morta não é algo agradável nem desejável.

Se tenho medo? Sim, ele vem e vai. Em alguns momentos ele é tão grande que me sinto quase paralisar. Mas uma voz interna me diz "não desista... senão você não vai conseguir viver!". E sigo em frente.

É, isso. Vamos em frente!

19 março 2009

The truth in our hearts



I carry your heart with me



"I carry your heart with me( I carry it in my heart)
I am never without it
(anywhere I go you go, my dear; and whatever is done
by only me is your doing, my darling)
I fear no fate (for you are my fate, my sweet)
I want no world (for beautiful you are my world, my true)
And it's you are whatever a moon has always meant
And whatever a sun will always sing is you

Here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life; which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
And this is the wonder that's keeping the stars apart

I carry your heart (I carry it in my heart)"



E.E. Cummings

25 fevereiro 2009

Regresso



Ando me sentindo inconsequente. Sabe quando sente que tá andando pra trás? Pois é, assim mesmo. Como se tudo que eu fizesse tivesse consequencias tão terríveis que eu nem sou capaz de imaginar. Tenho cometido erros que eu sequer achava que fosse capaz de cometer... quando eu acho que estou fazendo a coisa certa, vem o dia seguinte e me mostra que vai dar merda, muita merda, e que estará longe daquilo que eu queria em primeiro lugar.

Isso me faz sentir perdida, fora de mim mesma, desequilibrada. Como se eu tivesse vivendo uma vida alheia, que não fosse minha. Como se eu tivesse perdido toda a consciência conseguida com um trabalho árduo de anos. Sinto-me desconectada, sem pés no chão, com uma vontade de sumir que quase me consome.

Preciso me achar novamente. Mas como? Acho que tem uma parte de mim que simplesmente passou por cima de toda a dor e sofrimento para não sentir... não sei o que sinto, não sei se já superei o sofrimento, não sei o que quero a partir de agora. Aliás, sei sim: paz de espírito; parar de fugir de mim mesma; ser feliz.

Só queria encontrar o caminho de volta, catar as pedrinhas que deixei para marcar o cmainho...


A.

21 fevereiro 2009

MEU ERRO

O que nos torna humanos? Sentir, imaginar, sonhar?

Sim, um pouco de tudo isso. Mas acho que a imperfeição seria o aspecto mais marcante de ser-se humano. A natureza em si é perfeita, sempre buscando a repodução dos mais fortes e geneticamente melhores. Quem não é bom, simplesmente fica pra trás. Mas nós humanos não. Inventamos milhares de ferramentas para corrigir as imperfeições da natureza, e mesmo que ainda sejamos volúveis a elas, cada vez mais nos tornamos "deuses".

Mas o erro, ele é persistente. Maneira dolorida de aprender e apreender. Mas muitas vezes, a única maneira. Os pais tentam nos ensinar as coisas sem que tenhamos que cometer erros, mas a maioria das coisas, talvez por sermos tão teimosos e involuídos, aprendemos na porrada.

Já cometi milhares de erros. Como todo mundo. Mas poucos deles eu me arrependi amargamente. O meu mais novo erro é um deles. Talvez um erro sem volta, talvez imperdoável...

Felizmente temos o amor. Esse sentimento tão inexplicável, e que muitas e muitas vezes nos leva ao velho conhecido erro. Mas é por causa dele, do amor, que temos a capacidade, única na natureza, de perdoar. Perdoar é humano e é divino. Aquela parte nossa da fé, do mistério, daquilo tudo que não conseguimos explicar... sim, o perdão faz parte disso. E faz parte do coração.

Há erros perdoáveis e imperdoáveis, sim. Algumas vezes simplesmente somos incapazes de restaurar o sentimento e a confiança naquele que nos magoou. Mas o amor, sim, ele é capaz disso. Basta olhar muito para dentro de si, perceber porque houve amor em primeiro lugar.

Algumas vezes aprendemos com o erro e fazemos dele uma ponte para um momento, uma relação, um mundo melhor.


"Forgive me
Is all that you can't say
Years gone by and still
Words don't come easily
Like forgive me forgive me"
(Tracy Chapman)



Forgive me, please.


A.

16 fevereiro 2009

DISPENSO


Dispenso
Volver
Composição: Bruno Souto


"Muito aconteceu
Agora deixa pra depois
Parece cena de novela
Colorida por nós dois

Nesse apartamento
Um vento sem consentimento
Que me bate atrás da porta
Que você fechou agora

Vem me dizer
Que um tempo aconteceu
Esse não é meu lugar
Dispenso o que você não fez

Posso até jurar
Já não vejo um jeito
Ser teu jogo
Ser teu direito
Então
Não posso
Não sou
Não quero"



Então pára, certo?!!!?
(risos)



A.

12 fevereiro 2009

Nascendo o sol




A gente vive com pressa. Sim, vivemos fazendo um milhão de coisas! E não sobra tempo para aquilo que passamos a infância fazendo: contemplar.

Passei por um momento de contemplação essa semana que foi fundamental para uma reflexão sobre o assunto. Vi o sol nascer, na beira do lago, com a lua cheia do outro lado. E o lago tinha um movimento de acordo com o vento, e que ia modificando de acordo com a luz que refletia nele... Depois que o sol terminou de nascer, o lago simplesmente parou e ficou plácido como um espelho!

Foi lindo!!!

Me levou a perceber que a gente simplesmente não presta mais atenção à natureza e ao mundo. A gente simplesmente olha, mas não enxerga de fato!

Espero mudar isso em mim!

A.

07 fevereiro 2009

olha que linda...


... a água-viva! Ou caravela, sei lá. Já me disseram que é um, que é outro. Enfim!
Mas achei ela linda!

Ela ainda tava viva, e jogamos água nela, ela mexeu e ficou mais colorida...

Deu vontade de colocar na água para ver ela nadar...

Ainda bem que a gente quase nunca perde a capacidade de se deslumbrar com a natureza, né?


Kisses

A.

31 janeiro 2009

Ilusões




Seriados são o meu vício. Aqueles americanos, enlatados mesmo, que a gente vê aos montes pelas TVs a cabo da vida – e que agora começam a invadir a TV aberta também. Pois sim, seriados. Passo boa parte do meu tempo assistindo-os, e isso de fato é das coisas mais relaxantes que faço (fora as óbvias, é claro).
Eis que num dado momento me deparo com um personagem de uma série que parece muito um conhecido. O que é curioso, já que os protagonistas desse tipo de programa normalmente transitam entre um extremo e outro dos estereótipos, ou o são por completo. Mas o fato é que o tal conhecido parece demais o tal personagem, o jeito de agir e de pensar principalmente. E eu me pergunto se isso é coisa da minha cabeça, se é uma percepção real ou uma ilusão criada pelo vício, como quando alucinações surgem ao usar LSD ou ao tomar um chá de cogumelos.
Sim, ilusões. Sinto que grande parte da minha vivência caracteriza-se pela criação delas. Ilusão de que o tempo não vai passar nunca, ilusão de que o coração vai algum dia encontrar um par, ilusão de que tudo vai muito bem – obrigada – mas ao chegar mais perto, há sempre um incômodo, uma pulguinha, um nadinha que insiste em perturbar. Não que seja sempre tudo uma ilusão. Há momentos em que as percepções são completamente cabíveis em si mesmas, sem drama, mas há outros – a maioria eu ousaria dizer – em que as ilusões guiam para tudo aquilo que é confortável, conhecido, fácil.
Sentimos sempre muito medo, ele é aquela emoção primordial, básica, instintiva, que nos mantém vivos ou pelo menos “sobrevivos”. Ele e a dor. Sim, porque no nosso corpo, em cada célula, temos mais receptores de dor do que qualquer outra coisa. E a dor transita entre o medo e o prazer, o tempo todo. Há uma infinidade de práticas que associam a dor ao prazer – e freqüentemente ao sexo – e acho que a busca pelo sofrimento, pela manutenção do sofrimento cotidiano, é a mais difícil de ser percebida e a mais comumente “utilizada”.
Não há muito me descobri altamente masoquista nesse sentido último. As dores da vida, dos amores, das amizades, eram sempre perduradas, como se fosse a coisa mais bacana do mundo ser sofredor: quiçá, nos vendem o grande homem de Deus como o maior sofredor de todos os tempos. Mas essa busca não é vã. Ela tem uma simples função, simples mas de vital importância e de puro instinto: nos fazer sentir vivos.
Nós somos seres complexos, paradoxais, contraditórios por natureza. Vivemos na cegueira de nós mesmos, nas crenças e nas ilusões que criamos e acreditamos piamente. Mas buscando sempre a sobrevida, o que é extremamente triste. Mal sabemos que existe uma vida, que vai muito além da sobrevivência. Existem escolhas, consciência, amor (real), e mesmo que vivamos inevitavelmente sob a nossa própria ótica e percepção, há um momento em que tudo faz sentido, em que há calma e tranqüilidade e uma profunda paz de espírito, e uma vozinha diz “é isso, está tudo em seu lugar, estou no caminho certo”.
Amém.


A.

02 janeiro 2009

Segundo



Segundo dia do ano...
Que na verdade tá mais pra primeiro, afinal de contas, dia 1º é dia de curar ressaca e ficar morgando.
Dia de pensar nos pepinos que não foram resolvidos ano passado, de talvez pensar no que fazer agora.
São 365 (363) dias pra fazer as coisas de uma maneira diferente, de tentar viver um pouco mais de acordo com o que de fato desejo e sinto... Há momentos em que isso é tão difícil, são tantas as responsabilidades, fica difícil simplesmente sair "da rota" de obrigações e procurar seguir o coração.

Que venha 2009...

Com certeza será melhor que 2008!

A.